Não é preciso luxo, nem firula, ou coisa assim.
Uma dose de quietude e aconchego. Porção de conforto e paz.
Passam os dias, as gentes, os fatos.
Entulhos de tudo, cheios e vazios.
Passam-se lembranças, sonhos, planos.
Crescem e diminuem angústias e esperanças.
Mudam desejos. Trocam aspirações.
Desviam-se trajetórias. Pontos de recomeço infinito são eleitos.
Mas o próprio continua a estar lá. Nele não se mexe, nem se troca.
Não se transfere, não desloca.
Pode-se agregar. Acolher. Mas sem deixar ruir.
Pois amor é algo que perdura, toma conta.
Que é distinto em cada coração, e a cada remetente.
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