segunda-feira, 4 de abril de 2011

S-A-U-D-A-D-E


Nas sábias palavras de Pablo Neruda:
“Saudade é amar um passado que ainda não passou,
É recusar um presente que nos machuca,
É não ver o futuro que nos convida”

Penso que os corações não conhecem as mesmas saudades...
Ao perceber que algo bom se foi, fica um pedacinho a menos e outro a mais.
A menos por ter ido embora com aquele momento, parte de um todo que já não é completo.
A mais porque a cada vivência positiva, o colorido torna-se mais vibrante.

Saudade pode ser alimento para a ação ou para a inatividade.
“Despertante” de infinitos eu-s que coabitam num mesmo ser.
Produtiva quando existe para colocar boas lembranças em seu lugar, entendendo que outras preencherão novos espaços.
Perniciosa quando mina as energias para reconstruir caminhos.

“...lembrar-se com saudade é como despedir-se de novo.” (Clarice Lispector)
Acrescento: É como reviver sensações, seja para abandoná-las ou desejar tê-las de volta, sorrir ou chorar. E creio que não haja despedidas sem dor, nem dor sem aprendizado, se assim decidirmos conduzi-la.

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